Uma saudade do mar
Tem seu monumento em Lisboa
Velho bairro popular,
Sombrio e vulgar que é a Madragoa.
E reza a História que foi lá
Numa noite de Natal
Que veio à luz o primeiro
Herói marinheiro
Que honrou Portugal.

Ó velha Madragoa
Tens a esperança e nada mais.
E há tanta coisa boa
Noutros bairros teus rivais.
Não tens, o Madragoa,
Ao menos um painel, um arco ou um brasão.
Só tens, ó Madragoa,
Nos lábios doce mel,
No peito o coração

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