Quando eu segui tranqueando no campo do teu olhar
Não consegui mais voltar para o meu mundo comum
Inebriado com o meigo sorriso que habita este olhar
O teu sonho eu quis sonhar pra dois rumos serem um!

Eu senti o cheiro das matas nas tuas curvas e cabelos
Sorvi o mel dos teus lábios, nos teus beijos me perdi...
Da minha tropilha de anseios sempre há um de sinuelo
E este sonho, hei de tê-lo... pois não sei viver sem ti!

Senti tua pulsação n'alma e na pele.
Eu senti teu coração bater por nós.
Senti toda emoção brotar nos versos,
Eu senti esta paixão saltar na voz!

Senti que a vida reservava tua guarida,
Curou ferida, não ficou nem cicatriz.
Já não sei viver sem ti, prenda querida,
Só em teus braços eu consigo ser feliz!

Um certo dia a distancia, me apresentou a saudade,
Com mão fria e sem piedade, cravou-me adagas no peito.
Mas há mal que vem pra bem, mostrando a realidade,
E eu gosto quando a verdade se mostra assim a seu jeito

Sereno, embalei o tranco do meu baio cabos-negros,
E nesta ânsia de achego, cortei chão com sol e lua.
Projetei a imagem tua, entre meus sonhos e apegos
Tropereêi desassossegos pelo teu amor, xirua!

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