Acordaste um dia e descobriste que tudo o que fizeste
De nada adiantou, não venceste, fugiste, refugiaste-te, perdeste-te
43 anos e uma familia de 3, muita responsabilidade
Nunca enriqueceste, enloqueceste com complexo de inferioridade
Escondeste-te por trás da garrafa e por baixo da heroina
Tapado com o jornal lembraste da tua filha tão pequena
Não aguentaste a pressão vieste viver na rua
Na minha, a vergonha era tanta que não arriscaste ficar na tua
Com tempo de sobra começaste a pensar na puta da vida
Definhavas cada conclusão a que chegavas era uma ferida
Reniscências do teu passado assombravam a tua mente
Incrédulo concluias que afinal não eras assim tão diferente
18 anos a aprender ensinado por quem não sabe muito mais
Para ter um futuro melhor pertencer aos que mandam mais
A hierarquia da vida social tem pormenores, muitos escondidos
E tu e mais alguns milhares continuaram na mesma perdidos
Dos teus amigos não sabes, os vossos caminhos não se cruzam
E travar novos conhecimentos são coisas que já não se usam
Tinhas um cartão de crédito mas eras controlado como um fantoche
Sonhavas com um carro a sério e vias o teu patrão num porsche
Eles sempre te tiveram na palma da mão so agora descobriste
Quando estudavas, era estudar, trabalhavas, pau mandado é triste
Vives num mundo só teu, a sociedade olha-te como um animal
Mal estavas, pior estarás, ao menos estás em paz o que não é natural
Ou será estar perto de leis criadas para escravizar qualquer um
Do preto ao branco, amarelo, vermelho famoso é o mais vulgar lugar comum
Quando pensavas que percebias que o mundo se movia através de energia
Não imaginavas o que faltava saberes como sabes hoje em dia
Esta conspiração não é original já é reedição de algo ancestral
Teve origem na vertigem do moinho da virgem da organização celestial
É muita areia pra camioneta pessoas sem cheta, tempo ou Q.I.
Pra pensar senão na vida de formiga que levam enquanto andam aqui
Calcado por toda a gente tens uma cara que te é algo familiar
A tua filha anda pla rua com a tua mulher a vaguear ou passear
Autistas olham as montras sem verem os que se esconde por detrás
Espelhos falsos, expressões dúbias camuflam estratagemas e quem os faz
Quem serás canto mestre pra castigar quem mete com razão
Pra crucificar quem suspirar e tentar usar da sua própria imaginação
Consciência está adormecida por aparelhos domesticados pra cumprir
Mandatos de captura a sério de individuos iluminados querem fugir
O mundo gira não no seu eixo mas num mundo organizado de leis fingido
Pra ensurdecer e mordecer uns outros levados por um homicidio
Não conseguiste ir mais longe, nem a tua familia reconheceu a escuridão
Ao fundo do tunel, apesar de teres tentado chamá-los à atenção
Talvez fosse ao fim e ao cabo este o destino que te estava reservado
Voares livre numa linda paisagem limpa, morreres afogado
Talvez fosse ao fim e ao cabo este o destino que te estava reservado
Voares livre numa linda paisagem limpa, morreres afogado
Acordaste

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