Botei as garras no pingo,um picaço de valor
Costeado do domador pras lidas a campo fora
Larguei talareando esporas ao trote pelo potreiro
Juntos dos outros campeiros bem logo ao nascer da aurora
Bueno e campeiro pra lida,embora novo de freio
Pechou um boi pelo meio na coxilha da invernada
Sereno noutra jornada quando pealei um toruno
Todo metido a reiúno no meio da peonada
No fim da lida de campo cheguei ligeiro nas casa
Uma pilcha resevada pras precisão de estradeiro
Pelego,cincha,baixeiro guardados com todo o jeito
E um sonho dentro do peito lá num ranchito fronteiro
Cheguei no rancho da prenda já quase clareando o dia
Só escutava a melodia de um bem-te-vi na cancela
Não avistei na janela aquele sorriso em flor
Talvez um sonho de amor trouxesse luas pra ela
E quase sem pretensão pra uma manhã de domingo
Me salta direito ao pingo a prenda que estava à espera
O pala que dei pra ela num alvoroço de amor
Mandou pelo corredor o sonho de primavera
Perdeu a doma o picaço,corcoveando no potreiro
Bueno na lida,campeiro,um pouco novo de freio
Seguimos batendo esteio de volta direito às casa
Pra quem sabe pegá a estrada depois de outro costeio

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