Moda de viola não é, areia da minha praia...
Por isso ninguém precisa, bater na minha cangaia...
Quem quiser me criticar, nessa tentação não caia...
Assunte a moda primeiro, da concentração não saia...
Se eu não merecer aplausos, também não mereço vaia...
O pescador quebrar a linha, quando a anzol engastaia...
Eu ia quebrando a cara, com essa rima de aia...
A inspiração me alertou...eu não caí na tocaia...

Senti alguém sutilmente, mexer no meu pensamento...
Peguei papel e caneta, e parmaneci atento...
A inspiração me atingiu, igual rajada de vento...
Não sei de onde ela vem, esse mistério eu sustento...
Mantenho com a poesia, um bom relacionamento...
Mais eu estou certo que sou, apenas um instrumento...
Atesto essa verdade, sob qualquer juramento...
A inspiração me mandou, fazer um pronunciamento...

Eu penso que estou usando, usar do procedimento...
Pois estou bem consciente, do pouco que represento..
Meu vocabulário é curto, mais vou cumprir meu intento...
De confessar que me falta, sabedoria e talento...
E vou deixar registrado, nessa moda documento...
Que sou somente aprendiz, o meu mestre eu apresento...
Antes de falar seu nome, eu peço consentimento...
Ao majestral zé mulato, nosso maior monumento...

A inspiração me intimou, então prestei depoimento...
Aos nossos fãs e amigos, eu faço esclarecimento...
Na hierarquia dos versos, existe regulamento...
E cada qual tem seu posto, conforme o merecimento...
Zé mulato é marechal, eu sou apenas sargento...
Vou lhe fazer um pedido, com esse requerimento...
Da música sertaneja, garanta o prosseguimento...
Não deixe a moda de viola...cair no esquecimento...

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