Lá na minha aldeia, não se vira o vira,
Bater o pé!
Não se vira o vira,
Bater o pé!
Pára, Maria,
Que assim como eu faço é que é!
Que assim como eu faço é que é!

Se o vira avançou de jeito
É porque o vira é dançado
De maneira que o sujeito
Não leva o par agarrado.
E hoje, nas danças modernas,
Apertados à tabela,
Não se sabe se as pernas
São dele ou são dela!
São dele ou são dela!

Nas festas da minha aldeia,
Tudo vem dançar pra rua.
Em noites de lua cheia,
Tudo vira, até a lua!
E nos teus olhos, amor,
Quando o luar se altera,
Os meus se encandeiam
E eu não sou quem era!

Repara, Maria,
Que assim como eu faço é que é!
Que assim é que é!

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